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Dependência e Abuso de Internet e Jogos Eletrônicos Podem Gerar Prejuízos

O avanço da tecnologia e acessibilidade nos últimos fez com que à informática, aparelhos eletrônicos e os jogos ficassem mais acessíveis. Os jogos passaram a ser a grande atividade de lazer de crianças, adolescentes e dos adultos. A utilização da internet não acontece de maneira heterogênea, grupos de faixa etária diferente, escolaridade e nível socioeconômico utilizam no mundo todo1.

Estudos relacionam o uso de jogos eletrônicos com a facilidade no aprendizado, desenvolvimento de habilidades cognitivas e motoras, sendo utilizados por profissionais de diversas áreas da saúde2–4. As vantagens tem sido testadas e comprovadas, inclusive nos tratamentos psicoterápicos e de reabilitação neuropsicológica5,6. A utilização de chats para conversa para conversa, redes sociais, facilitam também a interação das pessoas mais tímidas e introvertidas1.

Porém, existe os dados da utilização abusiva da internet, jogos eletrônicos são relatados pela imprensa ou literatura leiga como sendo a causa do aumento do isolamento social e das quedas nas notas escolares e acadêmicas dos filhos Estudo liga TV ou internet demais a notas dois pontos mais baixas | VEJA (abril.com.br)7.

É frequente a queixa dos pais nesta pandemia do uso abusivo dos aparelhos eletrônicos e jogos nesta pandemia, nesta reportagem o psicólogo, especialista mostra o malefícios do uso prolongado deste equipamentos Psicólogo alerta para riscos do uso excessivo de celulares e tablets por crianças e adolescentes | Pernambuco | G1 (globo.com) 8. Como também as queixas do uso abusivo dos equipamentos eletrônicos pelos adultos.

Os prejuízos da utilização por tempo prolongado de uso da internet e/ou jogos eletrônicos podem causar alteração de humor, distanciamento familiar, convívio social com amigos, as tarefas escolares e acadêmicas. Portanto, é importante que os pais conversem em casa e consigam impor regras para evitar. Alguns critérios estão sendo utilizados atualmente para se identificar o uso abusivo da  dependência da internet, Young propôs:

 

Outros critérios são utilizados como do Shapira et al:

Para o uso excessivo da internet as seguintes características devem ser observadas:

Portanto, algumas dicas são importantes para os pais:

  • Diálogo e negociação são palavras-chave para estabelecer regras e limites;
  • Fazer acordos estipulando horários para que a utilização da internet e/ou jogos eletrônicos não atrapalhe outras atividades;
  • Crianças menores devem fazer menor tempo de uso;
  • Diversificar oportunidades de aprendizado e lazer, mostrando outras possibilidades ao filhos;
  • Com adolescentes, perguntar se ele precisa de ajuda pode ser um bom começo, porque eles fazem suas escolhas, relatam suas dificuldades participando do processo;
  • Os pais devem estar atentos a utilização da internet pelos filhos, principalmente nos primeiros anos de vida.
  • Procurar profissional especializado;
  • Terapia cognitivo-comportamental.

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Vitor Souza Mascarenhas
CRP 04408
Sócio-Proprietário das Clínicas CIAC e CliorP
Mestre em Tecnologias em Saúde
Docente da Pós-Graduação UNIFACS Laureate International Universities
Especialista em Terapia Cognitiva
Especialista em Terapia Analítico-Comportamental
Especialista em Neuropsicologia e Reabilitação

 

REFERÊNCIAS:

  1. Lemos, I. L., De Abreu, C. N. & Sougey, E. B. Dependência de internet e de jogos eletrônicos: Um enfoque cognitivo-comportamental. Rev. Psiquiatr. Clin. 41, 82–88 (2014).
  2. Griffiths, M. & Wood, R. T. A. Risk Factors in Adolescence: The Case of Gambling, Videogame Playing, and the Internet. J. Gambl. Stud. 16, 199–225 (2000).
  3. Li, X. & Atkins, M. S. Early childhood computer experience and cognitive and motor development. Pediatrics 113, 1715–1722 (2004).
  4. Ang, C. S. & Zaphiris, P. Computer Games and Language Learning. Handbook of Research on Instructional Systems and Technology (2011). doi:10.4018/9781599048659.ch032.
  5. Gardner, J. E. Can the Mario Bros. help? Nintendo games as an adjunct in psychotherapy with children. Psychotherapy 28, 667–670 (1991).
  6. Griffiths, M. Editorial: Can videogames be good for your health? J. Health Psychol. 9, 339–344 (2004).
  7. Redação. Estudo liga tv ou internet demais a notas dois pontos mais baixas. Veja https://veja.abril.com.br/educacao/estudo-liga-tv-ou-internet-demais-a-notas-dois-pontos-mais-baixas/ (2015).
  8. Carvalho, B. Psicólogo alerta para riscos do uso excessivo de celulares e tablets por crianças e adolescentes. G1 https://g1.globo.com/pe/pernambuco/noticia/2020/09/02/psicologo-alerta-para-riscos-do-uso-excessivo-de-celulares-tablets-e-jogos-eletronicos-para-criancas-e-adolescentes.ghtml (2020).

 

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Estresse na Pandemia: como lidar

O conceito de estresse tem sido amplamente utilizado nos dias atuais, chegando mesmo a tornar-se parte do senso comum. Hans Selye foi o primeiro estudioso que começou a definir o que era estresse.

“O estresse é um elemento inerente a toda doença, que produz certas modificações na estrutura e na composição química do corpo, as quais podem ser observadas e mensuradas. O estresse é o estado que se manifesta através da Síndrome Geral de Adaptação (SGA). Esta compreende: dilatação do córtex da suprarenal, atrofia dos órgãos linfáticos e úlceras gastro-intestinais, além de perda de peso e outras alterações. A SGA é um conjunto de respostas não específicas a uma lesão e desenvolve-se em três fases: 1) fase de alarme, caracterizada por manifestações agudas; 2) fase de resistência, quando as manifestações agudas desaparecem e; 3) fase de exaustão, quando há a volta das reações da primeira fase e pode haver o colapso do organismo.” (Seley, H., 1959)

Marilda Lipp (1984), psicoterapeuta cognitivo-comportamental, define o estresse como:

“Uma reação psicológica, com componentes emocionais físicos, mentais e químicos, a determinados estímulos que irritam, amedrontam, excitam e/ou confundem a pessoa.”

O primeiro caso de infecção pelo vírus SARS-COV-2, dando origem à doença Covid-19, foi
notificado na China, no final de 2019. No início de 2020, a doença já havia se espalhado para outros países e
intensificaram-se mundialmente as notícias sobre a problemática relacionada às formas de contágio e às
orientações para prevenção da disseminação do referido vírus.

Não só os profissionais de saúde que tem que lidar com a doença na sua vida diária mas as pessoas que estão em casa e no trabalho também. Em estudo publicado no mês passado mostrou uma alta taxa de prevalência de sintomas de ansiedade, depressão, medo e estresse nas pessoas que apresentavam sintomas de COVID e estavam esperando para realizar exame PCR. Então, vemos que os sintomas de estresse afetam nossas vidas em muitas situações e como não percebemos ou demoramos para perceber estes sintomas.

Alguns fatores atualmente são grandes geradores de estresse, como: quando sabermos o retorno a vida normal, ficar em casa muito tempo, fazer as tarefa de casa, participar ativamente da educação dos filhos, dividir os afazeres domésticos, falta de vacina, situação de cada estado e cidade. As mudanças de humor neste período são esperadas. Os sintomas de ansiedade, estresse, tristeza e medo acontecem com muita frequência.

Com isso, temos que procurar uma melhor maneira de nos adaptarmos e viver melhor esses dias. Uma vida mais funcional, ou seja, fazer as nossas atividades do dia a dia de maneira mais adequada e harmônica vai nos gerar mais qualidade de vida.

Então, seguem algumas dicas de como lidar  com o estresse neste momento:

  1. Fazer uma reflexão;
  2. Estabelecer rotina;
  3. Desenvolva sua capacidade de adaptação;
  4. Mantenha sono saudável;
  5. Mantenha sua alimentação saudável;
  6. Planeje-se;
  7. Cuide do seu bem-estar.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

FILGUEIRAS, Julio Cesar  and  HIPPERT, Maria Isabel Steinherz. A polêmica em torno do conceito de estresse. Psicol. cienc. prof. [online]. 1999, vol.19, n.3 [cited  2021-03-10], pp.40-51. Available from: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-98931999000300005&lng=en&nrm=iso>. ISSN 1414-9893.  https://doi.org/10.1590/S1414-98931999000300005.

SANTOS, Alan Chaves dos et al. Testagem para a COVID-19 em pacientes sintomáticos como fator protetivo contra estresse, ansiedade e depressão. Rev. Bras. Saude Mater. Infant. [online]. 2021, vol.21, suppl.1 [cited  2021-03-10], pp.133-143. Available from: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1519-38292021000100133&lng=en&nrm=iso>.  Epub Feb 24, 2021. ISSN 1806-9304.  https://doi.org/10.1590/1806-9304202100s100007.

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Fobia Durante Pandemia

O isolamento social, acarretando no distanciamento físico imposto pela pandemia não está sendo fácil. O medo do futuro, da COVID, as preocupações com tudo (se agravam quando temos mais tempo). O grande tempo que está durando a pandemia no Brasil, acabam gerando muitos medos.

A falta de vacina, o comportamento dos governantes e da população, desobedecendo regras e indo as ruas formando aglomerações e não seguindo as regras sanitárias necessárias para o controle do vírus faz com o nosso país seja propício para a disseminação da COVID. Principalmente agora com as mutações, aumentando o contágio e sua letalidade, devido a sobrecarga no sistema de saúde.

As principais fobias sentidas pela população são a fobia social, ou transtorno de ansiedade social e a agorafobia. A agorafobia é acontece quando as pessoas se sentem desconfortáveis em algumas situações, causando ansiedade e temem sofrer um ataque de pânico. O transtorno de ansiedade social, acontece quando as pessoas ficam com receio de ter um contato social, se inibindo de contato social, seja por medo da pandemia ou de encontrar pessoas com COVID, isto acaba gerando também sintomas de ansiedade ao ter que realizar qualquer atividade fora de casa.

Isto acontece porque o isolamento social e o distanciamento físico não são fáceis, nós estamos acostumados a conviver em sociedade, a falta deste contato social, aumenta os sintomas de ansiedade e medo.

O que as pessoas podem perceber um destes casos?

Portanto buscar ajuda e perceber suas dificuldades, observando os sintomas e quanto isso está atrapalhando seu dia a dia. A segunda é buscar ajuda de um profissional competente. A terapia cognitivo-comportamental mostra em estudo de vários casos a sua comprovação científica para estes tratamentos e/ou diminuição dos sintomas.