Os sintomas depressivos são altamente prevalentes, principalmente em serviços de cuidados
primários, provocando sérios prejuízos nos sujeitos que não são submetidos a tratamento.
O objetivo deste estudo foi o de revisar o impacto da associação entre depressão maior e qualidade de
vida. Foram revisados os artigos publicados entre 1990 e 2007.
Os resultados sugerem que a presença de sintomas depressivos exerce um importante impacto na qualidade de vida dos sujeitos, não se restringindo apenas às características clínicas do transtorno.
Entretanto, ainda existe uma carência de modelos teóricos, assim como de estudos longitudinais, que possam estabelecer de forma mais clara qual é a real relação entre depressão e qualidade de vida.
A avaliação da qualidade de vida aparece como um desfecho relevante, pois pela sua multidimensionalidade é potencialmente capaz de detectar a magnitude e a abrangência do comprometimento que a depressão impõe.
Referência bibliográfica: Lima, A. F. B. da S., & Fleck, M. P. de A.. (2009). Qualidade de vida e depressão: uma revisão da literatura. Revista De Psiquiatria Do Rio Grande Do Sul, 31(3). https://doi.org/10.1590/S0101-81082009000400002