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AVALIAÇÃO NEUROPSICOLÓGICA NOS TRANSTORNOS DO ESPECTRO DO AUTISMO

AVALIAÇÃO NEUROPSICOLÓGICA NOS TRANSTORNOS DO ESPECTRO DO AUTISMO

Os transtorno do espectro do autismo (TEAs), tem início precoce, geralmente antes dos 3 anos de idade1, são causas multifatoriais e geram prejuízos com intensidade variada de gravidade, levando a dificuldade sociais, sensoriais, de comunicação e comportamento1,2. O sexo masculino é o mais afetado2. De acordo com Organização Mundial da Saúde uma em cada 160 crianças sofrem com este transtorno, isto quer dizer que 1,6% das crianças são diagnosticadas com autismo, que começa na infância e continuam na adolescência e vida adulta3.

O autismo infantil (AI) teve seu conceito alterado ao longo dos anos, desde Kanner (1943)4.  O AI deixou de ser uma doença definida para se tornar múltiplas condições, denominando-se transtornos globais do desenvolvimento (TGDs)1. No Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (DSM-5) de 2013 fazem parte do espectro autista (TA):

  • Síndrome de Asperger (SA);
  • Transtorno Global do Desenvolvimento sem Outra Especificação (TGDSOE)5.

Para caracterizar são utilizados os seguintes critérios:

  • Presença ou ausência de deficiência intelectual;
  • Presença ou ausência de comprometimento da linguagem;
  • Associação com condição médica ou genética ou com fator ambiental conhecidos;
  • Associação com outro transtorno do desenvolvimento, mental ou comportamental;
  • Presença ou ausência de catatonia5.

De forma inicial, as anormalidades neurobiológicas presentes em grande parte dos casos do TEA, indicam que esses marcadores presentes tem relação com alterações do sistema nervoso central (SNC) e os distúrbios comportamentais caracterizadores do TEA1. As alterações neurobiológicas observadas são variáveis, sendo encontradas em alguns pacientes e outros não, portanto não são exclusivas deste transtorno1,6. O Tea deve analisado sendo de causa multifatorial, surgindo a partir de três eventos:

  • Alguma disfunção em período do desenvolvimento cerebral;
  • Alguma vulnerabilidade subjacente;
  • Algum extressor externo7.

O diagnóstico do TEA é clínico, baseado na identificação de fenótipos comportamentais, além destes comportamentos, avaliações de linguística e neuropsicológica1,3. A avaliação neuropsicológica se propõe avaliar o perfil cognitivo e investigar potencialidades e fraquezas da pessoa, analisando as capacidades cognitivas, como:

  • Inteligência;
  • Atenção;
  • Funções executivas;
  • Memória;
  • Processamento sensorial;
  • Habilidades motoras;
  • Entre outras.1

No TEA, os prejuízos mais frequentes encontrados são:

  • Funções executivas (controle inibitório e flexibilidade cognitiva);
  • Atenção;
  • Inteligência;
  • Processamento sensorial
  • Comportamento adaptativo (funcionalidade na vida diária)1.

A avaliação neuropsicológica tem como objetivo analisar o perfil cognitivo e compreender o seu impacto na vida de cada pessoa, evidenciando as áreas mais preservadas e que poderão ser utilizadas no processo de reabilitação8. Exames complementares não são essenciais, somente são indicados para casos particulares1. O diagnóstico precoce é essencial para o tratamento, observar os casos mais frequentes como crianças prematuras de baixo e irmãos de crianças diagnosticadas com TEA, tem maior probabilidade de desenvolverem o transtorno, o profissional precisa ser familiarizado com o quadro clínico, como também a necessidade de um trabalho multidisciplinar1.

 

 

Vitor Souza Mascarenhas é graduado em Psicologia; Mestrando em Tecnologias em Saúde; Especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental; Especialista em Terapia Analítico-Comportamental; Especialista em Neuropsicologia e Reabilitação.

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REFERÊNCIAS:

  1. Schwartzman, J. S. Transtornos do Espectro do Autismo. in Neuropsicologia Hoje (ed. Dos Santos F.; Andrade V.; Bueno O.) 137–144 (artmed, 2015).
  2. Fombonne, E. Epidemiology of pervasive developmental disorders. Pediatr. Res. 65, 591–598 (2009).
  3. World Health Organization. Transtorno do espectro autista. OPAS (2017).
  4. Kanner, L. Autistic disturbances of affective contact. Nerv. Child 2, 217–250 (1943).
  5. American Psychiatric. Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders. (APA, 2013).
  6. Muhle, R.; Trentacoste, S.; Rapin, I. The genetics of autism. Pediatrics 113, 472–486 (2004).
  7. Casanova M. The neuropathology of autism. Brain Pathol. 17, 422–433 (2007).
  8. Costa D.; Azambuja, L.; Portuguez, M.; Costa, J. Avaliação neuropsicológica da criança. J. da Pediatr. 80, 111–116 (2004).

 

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