ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DO PENSAMENTO

ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DO PENSAMENTO

 

De acordo com Knapp e Col. (2004)1, Na Terapia Cognitiva (TC), há três de cognição:

  • Pensamentos Automáticos (PA);
  • Crenças Secundárias (CS);
  • Crenças Nucleares (CN).

 

CRENÇAS NUCLEARES

 

Crenças nucleares (core Beliefs), são nossos pensamentos mais enraizados e fundamentais acerca de nós mesmos, do mundo e do futuro (tríade cognitiva)1. Crenças incondicionais, independente como se apresente irá funcionar de maneira contrária a crença central, são crenças, pensamentos enraizados distorcidos. Todos nós temos nossas crenças, pensamentos pressupostos mas na TC na prática clínica vamos abordar os disfuncionais1.

As crenças nucleares são construídas e formadas ao longo da nossa história de vida, insto é, desde a infância, vão se fortificando ao longo da vida, modelando a percepção e a interpretação dos eventos. Quando nós não conseguimos corrigir as crenças distorcidas, tendemos a acreditar que são verdades absolutas e imutáveis. Modificar as crenças centrais é o último objetivo em TC1.

Knapp e Col (2004) descrevem que na TC existem três grandes grupo de crenças nucleares:

  • Crenças nucleares de desamparo;
  • Crenças nucleares de desamor;
  • Crenças nucleares de desvalor.

As pessoas desenvolvem crenças disfuncionais sobre outras pessoas. Ascrenças nucleares são mais abstratas e gerais, são mais enraizadas do que os pensamentos2. As crenças disfuncionais são mais absolutistas, generalizadas e enraizadas. Podem permanecer latentes por muito tempo, ativando-se nos transtornos emocionais1. Com essa ativação o processo de informação pode ser tendencioso, fazendo-nos negligenciar ou minimizar informações importantes ou evidências concretas. Ao passar elo evento precipitante ou pela correção das crenças, ela pode voltar ao período de latência, podendo ressurgir quando ocorrer situação semelhante no futuro.

 

ESQUEMAS

 

São estruturas internas de relativa durabilidade que guarda aspectos genéricos ou protótipos de estímulos, ideias ou experiências, reorganizam informações novas e determinam como os fen1menos são percebidos e conceituados1. São estruturas cognitivas com crenças1.

O conteúdo dos esquemas são crenças formadas pelo nosso sistema de processamento de informação, é com estes dados que interpretamos as experiências de nossas vidas. O esquema ajuda a experiência, dando significado a estrutura do sistema cognitivo, afetivo e comportamental ao longo de nossas vidas e eventos que passamos.3

Tipos de esquemas:

  • Esquema afetivo;
  • Esquema fisiológico;
  • Esquema comportamental;
  • Esquema motivacional.

Cada um desses esquemas é responsável por diferentes funções ou aspectos do sistema biopsicossocial do organismo e da nossa estrutura mental1.

Além do conteúdo, os esquemas possuem várias propriedades e características:

  • Carga (valência afetiva);
  • Maior ou menor, tamanho (mais amplo ou mais estreito);
  • Flexibilidade;

Os esquemas mal – adaptativos internalizam-se por três principais formas:

  • Manutenção do esquema;
  • Evitação do esquema;
  • Compensação do esquema.

 

CRENÇAS SUBJACENTES/ SECUNDÁRIAS/ INTERMEDIÁRIAS

 

São estruturas cognitivas disfuncionais, secundárias aos pensamentos automáticos1. São regras, padrões, normas, premissas e atitudes que temos e que norteiam nosso comportamento1.

Elas são formas sempre condicional, exemplo: “caso eu estude muito, serei considerado inteligente.”

 

PENSAMENTOS AUTOMÁTICOS (P.A.)

 

Todos os dias, em várias situações nos ocorrem milhares de pensamentos automáticos, há maioria nem percebemos, acontecem de forma tão rápida involuntária e automática, por isso o nome1. São exagerados, distorcidos, equivocados irrealistas ou disfuncionais, seus papel é importante nas patologias, devido a influenciar as emoções e comportamentos das pessoas1. O primeiro objetivo da TC é a modificação ou reestruturação cognitiva dos pensamentos automáticos1.

Eles são ativados por eventos externos ou internos, são cognições mais fáceis de acessar e modificar, por isso serem o primeiro objetivo da TC.

 

 

REFERÊNCIAS:

 

  1. Knapp, P. e C. Terapia Cognitivo-Comportamentalna Prática Psiquiátrica. (ARTMED, 2004).
  2. Beck, Aaron; Rush, John; Shaw, Brian; Emery, G. Teoria Cognitiva da Depresão. (1997).
  3. Beck, aaron; Alford, B. Depressão: causas e tratamento. (Canto, Mônica, 2011).
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