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Crenças Nucleares

De acordo com Knapp et al. (2004), as crenças nucleares são as nossas ideias e conceitos mais enraizadas e fundamentais sobre nós mesmos, das pessoas e do mundo(1). São incondicionais, são formadas ao longo da nossa história de vida, segundo nossa percepção e interpretação dos eventos(1).

Judith Beck (1995), propôs que as crenças disfuncionais poderiam ser colocadas em dois grupos crenças, agora expandidos para três:

  1. Crenças nucleares de desamparo: crenças sobre ser impotente, frágil, vulnerável, carente, desamparado, necessitado.
  2. Crenças nucleares de desamor: crenças sobre ser indesejável, incapaz de ser gostado, incapaz de ser amado, sem atrativos, imperfeito, rejeitado, abandonado, sozinho.
  3. Crenças nucleares de desvalor: crenças sobre ser incapaz, incompetente, inadequado, ineficiente, falho, defeituoso, enganador, fracassado, sem valor(2).

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

  1. Knapp P et al. Terapia Cognitivo-Comportamental na Prática Psiquiátrica. Knapp P, editor. Porto Alegre: artmed; 2004.
  2. Beck J. Terapia Cognitiva: teoria e prática. Porto Alegre: Artmed; 1997.
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TRANSTORNO OBSESSIVO-COMPULSIVO

Obsessões são pensamentos, imagens ou impulsos persistentes, indesejados que acontecem de forma involuntária invadindo a mente de forma inesperada, causando sofrimento1. Compulsões são comportamentos repetitivos ou atos mentais que tem por objetivo reduzir sentimentos aflitivos ou são executados para evitar que um evento temido ocorra1. A prevalência do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) varia de 1,6% a 2,5% da população2. As mulheres são mais frequentemente afetadas e o transtorno desenvolve na faixa de 13 aos 15 anos em homens e de 20 a 24 anos nas mulheres2.

As obsessões envolvem pensamentos, imagens ou impulsos indesejados de natureza agressiva, para machucar a si ou terceiros, intrusões sexuais e religiosas, pensamentos persistentes de dúvida ou medo de ser contaminado por micróbios ou sujeira3. Compulsões, são comportamentos que englobam desde a lavagem de mãos de maneira excessiva, limpeza, verificações, contagem, ordenação e disposição, colecionismo, dar pancadinhas, tocar até rituais mentais3.

A dificuldade muito comum para o paciente com TOC é fazer distinção entre cognições e comportamentos1. Os fatores que dificultam é a diferença entre pensamento e ação, como: senso exagerado de responsabilidade, religiosidade ou superstição e pensamento mágico4.

 

REFERÊNCIAS:

  1. Hofmann, S. G. Introdução à Terapia Cognitivo-Comportamental Contemporânea. (Artmed, 2014).
  2. Kessler, R.; Berglund, P.; Demler O.; Jin, R.; Merinkangas, K.; Walters, E. Lifetime Prevalence and age-of-Onset Distribuition of DSM-IV Disorders in the National Comorbity Survey Replication. Arch. Gen. Psychiatr. 62, 593–602 (2005).
  3. Association, A. P. DSM-5 Manual Diagnóstico e estatístico de Transtornos Mentais. (ARTMED, 2013).
  4. Clark, David; Beck, A. Terapia Cognitiva Para os Transtornos de Ansiedade. (Artmed, 2012).