O objetivo deste estudo foi de analisar a evolução clínica de um paciente com Doença de Alzheimer (DA) e discutir as consequências de um diagnóstico precoce.
Realizou-se um estudo de caso instrumental qualitativo e descritivo em três etapas: 1) seleção e delimitação do caso; 2) coleta de dados em campo; e 3) organização e elaboração do relatório.
O estudo foi conduzido com a paciente M.R., uma mulher de 71 anos, casada, dona de casa, com ensino fundamental incompleto, diagnosticada com DA e hipotireoidismo. Ela começou o acompanhamento no CAPS II em 10 de setembro de 2012. Foi submetida ao Miniexame do Estado Mental (MEEM), obtendo 14 pontos no primeiro teste, abaixo do ponto de corte para seu nível de escolaridade. Em 2018, marcou 10 pontos no MEEM, e em 2020, alcançou 11 pontos, estando sob tratamento medicamentoso para DA com Memantina 10mg 2x/dia e Donepezila 5mg 1x/dia.
O diagnóstico precoce da DA é crucial para um tratamento eficaz que possa retardar a progressão da doença. Contudo, condições mentais como a depressão podem ser obstáculos na análise clínica inicial e, em alguns casos, podem ser um sinal precoce da DA.
REFERÊNCIA
Zanotto, L. F., Pivatto, V. A., Pinculini, A. P. G., & Adami, E. R.. (2023). Doença de Alzheimer: um estudo de caso sobre o transtorno neurocognitivo que mais afeta idosos. Revista Brasileira De Geriatria E Gerontologia, 26, e230012. https://doi.org/10.1590/1981-22562023026.230012.pt