Este estudo abordou a crucial relação entre gênero e a Doença de Alzheimer (DA), destacando a importância de considerar as diferenças sociais na pesquisa científica e na prevenção da doença. À medida que a população brasileira envelhece, a DA se torna um problema de saúde pública cada vez mais relevante. Estudos mostram uma maior incidência da doença em mulheres, mas outros fatores como raça/etnia e classe social são frequentemente negligenciados.
A análise baseia-se em uma extensa revisão bibliográfica e uma pesquisa na plataforma PubMed, evidenciando que a heterogeneidade de experiências e percepções sobre a DA não é devidamente explorada. Para uma prevenção eficaz e uma compreensão mais completa da DA, é essencial adotar uma abordagem mais abrangente que inclua esses diferentes marcadores sociais.
A consideração dessas diferenças pode levar a estratégias de prevenção mais eficazes e melhorar a precisão dos estudos sobre a DA, beneficiando a saúde pública de maneira geral.
Referência: Souza, Érica Renata de, Monteiro, Marko e Gonçalves, Flora Rodrigues. Doença de Alzheimer, gênero e saúde: reflexões sobre o lugar da diferença na produção neurocientífica. Saúde e Sociedade [online]. v. 31, n. 2 [Acessado 26 Maio 2024], e220048pt. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0104-12902022220048pt. ISSN 1984-0470.