Os fatores de risco para a Doença de Alzheimer (DA) podem ser divididos em ambientais e genéticos.
Fatores Ambientais:
Relacionados às formas esporádicas da DA (início tardio ou senil).
Principais fatores de risco:
- Envelhecimento;
- Baixa escolaridade;
- Hipertensão arterial;
- Diabetes mellitus;
- Obesidade;
- Sedentarismo;
- Traumatismo craniano;
- Depressão;
- Tabagismo;
- Perda auditiva;
- Isolamento social.
Esses fatores podem ser prevenidos e modificados.
Fatores Genéticos:
Formas autossômicas dominantes da DA (relativamente raras):
- Início precoce (antes dos 65 anos);
- Forte associação com mutações nos genes da proteína precursora do amiloide (APP), pré-senilina 1 ou pré-senilina 2 (identificadas em 70% dos casos).
Nas formas de início tardio, a herança dominante é rara, mas existem fatores de risco genéticos, como a presença do alelo ε4 do gene da apolipoproteína E (APOE):
- A homozigose para o alelo APOEε4 aumenta o risco em cinco vezes em comparação com heterozigotos.
Referência bibliográfica:
Schilling, L. P., Balthazar, M. L. F., Radanovic, M., Forlenza, O. V., Silagi, M. L., Smid, J., Barbosa, B. J. A. P., Frota, N. A. F., Souza, L. C. de ., Vale, F. A. C., Caramelli, P., Bertolucci, P. H. F., Chaves, M. L. F., Brucki, S. M. D., Damasceno, B. P., & Nitrini, R.. (2022). Diagnóstico da doença de Alzheimer: recomendações do Departamento Científico de Neurologia Cognitiva e do Envelhecimento da Academia Brasileira de Neurologia. Dementia & Neuropsychologia, 16(3), 25–39. https://doi.org/10.1590/1980-5764-DN-2022-S102PT