Procrastinação e Terapia Cognitivo-Comportamental

A procrastinação é definida como um fracasso na capacidade de regular cognições, emoções e comportamentos, sendo frequentemente vista como prejudicial. Alguns estudos sugerem que a procrastinação pode ter aspectos positivos, como permitir maior reflexão ou incentivar a criatividade sob pressão, mas tais visões tendem a aumentar a frequência da procrastinação, tornando-a mais resistente à mudança.

Uma revisão da literatura sobre Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e procrastinação destaca que este comportamento tem consequências negativas para a qualidade de vida. A maioria dos estudos foca na procrastinação acadêmica, especialmente entre universitários, ressaltando a importância de estratégias e programas de aconselhamento para essa população. No entanto, é necessário expandir as pesquisas para incluir outros grupos, como trabalhadores.

Diferentes abordagens terapêuticas em TCC têm sido exploradas para lidar com a procrastinação, como a terapia racional emotiva e a terapia de atenção plena (mindfulness). Outras abordagens, como a terapia do esquema, também podem ser úteis ao entender e tratar os comportamentos procrastinatórios, ajudando a confrontar padrões rígidos de funcionamento.

Apesar da alta prevalência da procrastinação em alguns países, há uma escassez de estudos brasileiros sobre o tema. Compreender como a procrastinação ocorre entre brasileiros pode ser promissor, considerando a influência cultural, como sugerido por Hamasaki e Kerbauy (2001), que indicaram que a procrastinação pode ser uma estratégia valorizada no Brasil.

Referência: BRITO, Fernanda de Souza; BAKOS, Daniela Di Giorgio Schneider. Procrastinação e terapia cognitivo-comportamental: uma revisão integrativa. Rev. bras.ter. cogn., Rio de Janeiro , v. 9, n. 1, p. 34-41, jun. 2013 . Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1808-56872013000100006&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 10 jun. 2024. https://doi.org/10.5935/1808-5687.20130006.